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Quem
já experimentou esse shiatsu dentro da água quente
tem a sensação de voltar ao útero materno
Mário Rodrigues

Lúcia
Minei, da Aspin, com
uma cliente: "A cada banho o aluno se solta mais e obtém
melhores resultados" |
A
palavra watsu quer dizer shiatsu na água (do inglês water + shiatsu) e
define uma prática que mistura massagem, relaxamento, alongamento e exercícios.
O paciente fica cinqüenta minutos com o corpo submerso em uma piscina,
sem tocar os pés no chão, entregue às mãos de um terapeuta. Assim,
experimenta uma sensação de imponderabilidade e flutua como um
astronauta em uma espaçonave. Com o conforto adicional da água quente,
em média a 34 graus. O (ou a) terapeuta massageia pontos de tensão, faz
com que o corpo deslize pela água e alonga os músculos. A certa altura,
o corpo é embalado como o de um bebê. "É como voltar ao útero
materno", compara a empresária Maria Helena Fittipaldi. Não é
preciso saber nadar, e mesmo aqueles que têm medo de água não devem
desistir, pois os terapeutas cuidam para que a submersão seja feita
gradualmente. Criado pelo americano Harold Dull, o watsu é aplicado no
tratamento de stress, ansiedade, insônia, enxaqueca, disfunções
neuro-musculares e dores agudas ou crônicas da coluna. "O ideal é
que o watsu seja encarado como tratamento de longo prazo", diz a
fisioterapeuta Lúcia Minei, da clínica Aspin. "A cada banho, o
aluno se solta mais e, assim, alcança melhores resultados." Dull
trouxe a técnica para o país há cerca de cinco anos, e hoje existem 180
terapeutas atuando na cidade.
Onde
encontrar:
Aspin, Anti Stress Performance Institute,
3088-3711; Escola Takeda: 3872-9088; Watsu
Center Brasil, 247-6795; Projeto Acqua,
3849-0522;
Acquaterapia,
3846-7002.
Fonte: Revista Veja , outubro de 2000
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