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Criada
na Bélgica, nos anos 70, devolve
elasticidade e harmonia de movimentos
O
coreógrafo Ivaldo Bertazzo já dava aulas de dança para muita gente
famosa, no final dos anos 70, quando conheceu a fisioterapeuta belga
Godelieve Denys-Struyf. Ela havia acabado de desenvolver um novo tipo de
massagem, batizada com as iniciais de seu nome. Bertazzo se encantou.
"Fugia de todo o exotismo hippie, ainda bastante comum naquela época",
lembra. "Era séria e funcional." Mesmo sem saber fazer
massagem, Bertazzo trouxe o método para São Paulo. Em 1986 fundou o
Centro Brasileiro de Cadeias Musculares, no Pacaembu, que oferece cursos,
alguns com professores europeus. A técnica busca a reeducação postural
para tratar desvios de coluna e tendinites. Geralmente, o terapeuta usa as
palmas das mãos em movimentos no sentido longitudinal, por exemplo, dos
ombros às mãos, dos quadris aos pés, do pescoço à barriga. Dessa
forma, os músculos ganham em elasticidade e ficam mais relaxados. Em
alguns casos de dores lombares, os terapeutas chegam a empregar manobras
um pouco mais radicais. Eventualmente, o universitário Lucas Lenci, 20
anos, agüenta sobre as costas os 64 quilos de Ney Pereira,
| Pereira
concentra seus 64 quilos nas vértebras de Lenci: manobras mais
radicais como esta são usadas apenas em alguns casos |
seu
massagista. "A pressão com os pés é muito eficaz para dissolver nós
de tensão nas costas", explica Pereira. "Mas só deve ser
aplicada por especialistas." Outra preocupação é fazer com que o
cliente tome consciência do próprio corpo. André Trindade, um dos papas
da GDS na cidade, usa um esqueleto de plástico para ilustrar problemas
posturais. "Muita gente não tem noção de sua anatomia. E isso é
fundamental para quem deseja movimentar-se de maneira harmoniosa."
Onde
encontrar:
André Trindade, 3672-6419; Ney
Pereira, 3887-4548; Rita
Wada, 3083-1967.
Fonte: Revista Veja , outubro de 2000
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